Meus pensamentos se movem
Minhas ideias se promovem
Meus sonhos me consomem
Assim como asas que nunca...
Nunca serão dos homens...
Fico a imaginar...
Fico aqui a trilhar
Pensando, será que devo?
Ou apenas cresço
Cresço na descrença
Sobre a presença daquilo que me impede
Sentindo apenas a brisa fria que vem da varanda aberta
Não podendo me aquecer sobre o cobertor de um abraço
Apenas imaginando e sonhando poder me esquentar...
Me esfriando, me congelando por conta deste vento sem fim...
O sopro de piedade...
A aragem de solidão...
Fico andando sobre meu quarto...
Vazio de pessoas...
Cheio de histórias sós e brinquedos insensíveis...
Com tantas histórias nunca vistas... Nunca divididas...
Apenas nas lembranças que nem mesmo por um dia serão relembradas...
Jamais recontadas....
Uma infância que já teve de tantas dores... Poucos adores...
Tantas risadas, nunca compartilhadas...
Já pensou em conversar? Já pensou em chamar?
Até poderia tentar, desculpas ao ar...
A adolescência tão cansativa, tão vazia...
A solidão em meio a trabalhos em grupo...
Parecia estar preso sozinho em um grande túnel...
Lições onde se devia tirar duvidas em livros...
Professores que o deixavam esquecido...
Só em provas visível...
Já que tudo já tinha visto...
Sendo um adulto mediano
Só fazia o que podia
Limitado pelo trabalho
Sair nem pensar
Já que seu dinheiro em contas acabava
Pessoas não podia conhecer
Namorada hunf... Não podia ter
Sozinho e trancado
Era um grande decepcionado
Não queria sair de lá
Onde mais poderia estar?
Na velhice já desistiu
Grande amor nunca irá ter
Para que? Já ia morrer
Viver na aposentadoria
Pequena que acabava rápido
Comida controlada
Remédios caros
Como fui acabar assim?
Será que foi meu conformismo?
Ou a falta de carinho?
Não sei, só sei que...
Fui sozinho... Do começo... Ao fim...
-Kurama-
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