terça-feira, 28 de julho de 2015

Livros e Capas - Primeiro Capitulo (Curta)

     Quando se anda em um parque pode se notar uma garota, seu nome é Ana, ela está passeando com suas amigas ela é uma garota de 1,40cm e cabelos castanhos compridos e volumosos, seus olhos são verdes,ela tem um corpo um pouco a cima do peso, mas sua beleza é evidente, Ana tinha 17 anos, ela está sentada encostada em uma cerejeira, suas amigas começam a soltar risadinhas olhando para ela.
- Qual a graça? - Fala Ana com um sorriso meio sem graça.
- Tem um cara ali com um caderno olhando uma hora e outra para você, acho que está te desenhando - Fala uma de suas amigas tentando segurar sua risada.
- Eu acho um pouco fofo se for isso, acho que vou ali ver o que ele está fazendo de verdade - Ana se levanta e vai e limpa sua calça, em seguida seguindo em direção ao rapaz. Ele quando percebe que ela se aproxima fica com um olhar imediatamente analista, e esconde um sorriso, ele usa uma camisa de flanela e outra branca sem estampa por baixo, está de coturno e calça jeans preta, seus cabelos são castanhos escuros e compridos, seus olhos da mesma cor e sua barba escuras e compridas, ele é magro e tem 1,70cm ele continua desenhando e olhando para ela, Ana fica parada olhando ele, e decide dar a primeira palavra.

- Está me desenhando? - Ele olha para ela faz negativamente com a cabeça e continua em silencio, com seu raciocínio em seu caderno de desenhos, Ana bufa e fala mais alto - Acho que as pessoas deveriam responder uma pergunta.
 - E eu acho que um oi ou bom dia é o inicio de uma boa conversa calorosa - Responde o rapaz com um tom de deboche e com um sorriso de canto, Ana fica vermelha de vergonha.
 - Olha só me mostra o desenho e vou embora - Fala ela com tom mais brando.
 - Porque deveria? Ainda não recebi um oi ou bom dia - Retruca o rapaz. Ana toma folego, olha para cima e fixa seus olhos nos dele.
 - Ok, bom dia, posso ver o desenho?
 - Bom dia, como você está? - Ana o olha perplexa, porque ele estava agindo assim? Ele queria provocar ela? Ou só não sabia lidar com pessoas? Quando ela decide se virar ele começa a guardar as coisas dele em sua mochila e se levanta, limpa sua calça.
 - Aqui está meu número, caso queira ver o desenho depois de pronto - E sem esperar ela responder ele vai embora. Ela volta para suas amigas com seu rosto inexpressível, não sabia o que pensar ou dizer, o cara nem mesmo falou o nome dele ou perguntou o dela, espera, porque ela está pensando isso, deveria pensar em como ele era grosso, antissocial e mal educado, como ele pode desenhar ela e ainda não mostra-lo para ela, ela pensou em jogar o numero fora, mas resolveu guardar caso fosse tirar satisfações, o resto do dia ela passou com suas amigas discutindo e rindo sobre os assuntos da escola, cursinho e mesmo não sendo fã, sobre garotos, ela não era de conversar sobre meninos, maquiagens ou roupas, ela achava desnecessário, preferia falar de música ou poesias, gostava de ver filmes ou séries, odiava sair se não fosse uma parque ou cinema, depois que foram embora ela chegou em casa e foi direto para um banho e se trocou, foi para seu computador e começou a pesquisar os trabalhos de escola e livros que iria comprar no final daquele mês, depois que terminou o que era 22:00 da noite, ela se lembrou do numero do rapaz, ela pegou e decidiu ligar. O numero tocou por vinte segundos, quando ela estava prestes a desligar.
 - Alô!? - Era ele, ela sem saber o que falar, logo disse.
 - Porque não me entregou o desenho? - Logo pensou em sua precipitação.
 - Percebi que não costuma ser cordial mesmo - Responde ele, sua voz deixava claro a zombaria dele em ver que ela estava desesperada pelo desenho - Acho que vou ter que deixar passar dessa vez, bom, acho que vou te chamar para ir comigo ao shopping, que tal o do centro? Ele tem um espaço legal que gosto de ficar.
 - Porque acha que vou querer se encontrar com você? - Ana responde bruscamente.
 - Porque quer o desenho - Ele responde ainda com um tom calmo.
 - Ok, que horas?
 - Que tal as 13:30 de amanhã, é Domingo, acredito que esteja livre - Fala o rapaz já com um tom mais neutro.
 - Tudo bem, meu nome é Ana e o seu? - Nessa hora ele desliga, Ana fica pensando "Como ele pode dizer que não sou "cordial", acho que vou dar um bolo nele para ver se aprende", Ana deita na cama e dorme pensando em como ele pode ser daquele jeito. Quando acordou repensou e decidiu que iria, só para ter a chance de bater nele, ela acordou cedinho, tomou café e já arrumou toda casa.
 - Nossa limpou toda casa, que maravilha, para onde quer ir? - Fala sua mãe toda animada, já sabendo que a filha tinha planos.
 - A nenhum lugar especial, quero ir no shopping, me deu uma vontade de tomar o sorvete daquela sorveteria que só tem lá, posso ir? - Responde rapidamente Ana.
 - Claro, porque não? Pode ir sim filha, só não esqueça de que não deve...
 - Voltar tarde - Completa Ana. Ela sobe para seu quarto, prepara sua roupa e vai tomar banho, ela se arruma e vai para o ponto de ônibus. Quando pegou o ônibus sentou no fundo e já colocou seus fones de ouvido, chegando no shopping ela foi para a porta de entrada, e percebeu que ele ainda não havia chegado, e era exatos 13:30, mas ela decidiu que desta vez seria paciente e iria esperar, depois de vinte minutos ela já estava ficando estressada e a ponto de ir embora, quando ela percebeu ele parado no outro lado da rua em frente ao shopping, ela vai em direção a ele, pensando em várias formas de xingar ele, em como vai bater nele, quando ela vê que ele está segurando o desenho junto de uma barra de chocolate.
 - O que é isso? - Pergunta ela já caindo em tentação.
 - Um pedido de desculpas pelo atraso, sei que não é o muita coisa, mas é um pedido de desculpas, e peço já desculpas por ter desligado na sua cara ontem, eu precisei - Ele fala, Ana pega o desenho e vê que era não só um desenho, mas uma escultura, ela percebeu que ele havia terminado na casa dele provavelmente, pois o desenho estava colorido e tingido com tons quase realistas, as sombras eram delicadas e ele seguiu todos os detalhes do rosto dela e roupas, como ele poderia ter percebido tantos detalhes e ter se lembrado mesmo depois? Ele era um artista mesmo.
 - Você gosta de cinema? - Ele pergunta a ela, Ana acena com a cabeça, ele pega em sua mão e a coloca em meio ao seu braço e a leva para o shopping, eles chegam a fila.
 - Pode escolher um filme - Ele diz.
 - Você não tem uma escolha? - Pergunta Ana.
 - Sim eu tenho, mas quero ouvir a sua escolha - Ana olha para os títulos e fica indecisa, decide escolher um filme que ela ache que ele escolheria.
 - Que tal "A Batalha entre as raças"?
 - Um filme Sci Fi? Gostei da escolha, mesmo eu tendo escolhido "A Luta pelas almas" - Ana fica entretida, então ele paga os ingressos, Ana discute pois queria ter pago seu ingresso, mas o rapaz a ignora totalmente sobre isso e apenas pergunta se ela gosta de pipoca com sabor de bacon ou amanteigada, Ana percebe que ele evita a discussão e tenta manter a atmosfera positiva. Enquanto eles vêem o filme Ana fica divida entre o filme e o rapaz, ela fica observando se ele irá tentar algo, mas ele em nenhum momento olhou para ela, somente quando cruzaram as mãos sem querer quando foram pegar a pipoca, ele foi totalmente focado ao filme, quando saem do cinema Ana já começa a se despedir.
 - Bom obrigado pelo filme, mas vou para casa.
 - E acha que vai a pé ou a ônibus? Vamos no meu carro - Ele fala rapidamente já indo em direção a saída.
 - Você tem um carro? Não seria incomodo? - Pergunta Ana, sendo que na verdade tinha medo que ele tentasse algo.
 - Fica relaxada, sua casa é próxima da minha, te deixo na cruzada da sua rua com a avenida - Como ele sabia disso? Ele deve morar lá mesmo, Ana decide ir, mas ela está com o coração na boca com medo... Continua.
                              -Fox

The Violet Hour - Sea Wolf

The Violet Hour

Your lips are nettles
Your tongue is wine
You're left as liquid
But your body's pine

You love all sailors
But hate the beach
You say "Come touch me"
But you're always out of reach

In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour

Your arms are lovely
Yellow and rose
Your back's a meadow
Covered in snow

Your thighs are thistles
And hot-house grapes
You breathe your sweet breath
And have me wait

In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour

I turn the lights out
I clean the sheets
You change the station
Turn up the heat

And now you're sitting
Upon your chair
You've got me tangled up
Inside a beautiful black hair

In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour

In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour

In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour

In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
Hora Violeta

Seus lábios são urtigas
Sua língua é o vinho
Você vai embora como líquido
Mas seu corpo enfraquece

Você ama todos os marinheiros
Mas odeia a praia
Você diz: "Venha me tocar"
Mas você está sempre fora de alcance

Na escuridão você me conta de uma flor
que só floresce na hora violeta

Seus braços são adoráveis
Amarelos e rosa
Suas costas são uma campina
Coberta de neve

Suas coxas são cardos
e quentes uvas de casa
Você respira seu doce hálito
E me tem esperando

Na escuridão você me conta de uma flor
que só floresce na hora violeta

Eu apago as luzes
Eu limpo as folhas
Você muda a estação
Aumenta o calor

E agora você se sentando
Na a sua cadeira
Você me tem emaranhado
Dentro de um belo cabelo preto

Na escuridão você me conta de uma flor
que só floresce na hora violeta

Na escuridão você me conta de uma flor
que só floresce na hora violeta

Na escuridão você me conta de uma flor
que só floresce na hora violeta

Na escuridão você me conta de uma flor
que só floresce na hora violeta

(dedicatória ao meu passado, pois quando ouço essa música me lembro de momentos tão maravilhosos quanto o pôr do Sol, não tem como não ouvir ela e imaginar uma história que estou a contar na próxima postagem...)
-Fox

sábado, 25 de julho de 2015

O medo me exaura

Hoje meus anjos me visitaram
Estavam diferentes... Sombrios
Puxavam assuntos translúcidos...
O medo invadia meu coração...
Nada passava em minha cabeça,
A não ser correr e sair de lá
Mas a minha volta eles estavam e riam
Gargalhavam com olhos insanos
Meu suor gelava em minha pele
Só podia observar e ver o que vinha
Um dos anjos veio diante de mim
Seus olhos eram os mais cruéis
Veio com uma espada
Apontando a mim
No momento que sua lâmina me atravessou
Não senti dor ou morte
Senti conforto... Paz e calma...
Quando olhei em seu rosto me surpreendi
Não via insanidade, via serenidade
E no lugar de sua espada vi uma mão tocando meu coração...

-Fox

domingo, 19 de julho de 2015

Não adianta correr, ele já vem

Corro, respiro e suspiro
Mas não adianta, nunca me sinto vivo
Não adianta eu gritar
Não tem ninguém para escutar
Sinto saudades da sociedade
Luzes e barulhos, conversas e pessoas
Mas não quero estar junto delas
Mortes e estupros
Dor e fome
Ganância e corrupção
Palavras que me embrulham e
Dão dor, não posso viver assim
Grito e dou grunhidos
A dor dos esforços me deixam tonto
Só peço que a paz chegue logo
Mas não a mim
Mas sim as pessoas que eu
Me afastei...
-Fox

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Brisa inexistente

Nada já não faz sentido
Sinto falta de seu cheiro
Meu coração palpita...
Palpita de saudades e dor...
Queria eu poder dizer que não sinto nada
Mas lá estaria eu mentindo ao meu coração...
O vazio que sinto bate em meu peito e perfura...
Os sonhos que tanto tinha sumiram...
Só o que possuo agora é a sombra... Que fica ao meu lado
Me torturando e matando
Aos poucos
Sem me deixar respirar
Sinto falta...
A brisa já não surge
O horizonte não trás mais expectativas
Não sei mais o que pensar
Não sei mais o que sonhar
Meus pesadelos são evidentes
Brincadeiras cruéis e sem fim
Me odeio
Te odeio
Me odeio
Te amo...
Quero que volte
Mas não quero que venha
Me esqueça...
Pois eu não posso te esquecer...
-Fox

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O Retorno de minha alma




Desapareceu sem rastros
A dor foi um grande impacto
Não sei o que pensar...
Meu coração está em pedaços
Minha mente grita e me domina
Quero meus instintos, ficar sem razão
Desejo fugir desse cativeiro andar livremente
Estou cansado de tanta dor, tanta solidão
Noites dormindo em um espaço grande e vazio
Somente o calor de meu corpo, se indo...
Sem ninguém para recebe-lo...



Finjo sorrisos, finjo sanidade
Apenas em meus momentos sozinho... Sou eu mesmo
Impossível a cada momento está para segurar...
Logo minha mente irá se libertar
As sombras que machucam, logo irão sofrer por suas injustiças...
Minha melhor amiga é a bebida que me ajuda a esquecer
A odiar menos...
Mas já ela não está mais sendo suficiente...
Os cigarros acesos em minha boca já não são agradáveis...
As conversas e pessoas já são enjoativas e sem sentido...
Já não vejo mais motivos para olhar pela varanda...
Hora de partir, hora de evoluir, crescer e amadurecer...
Não vejo mais a luz do sol... Ele se põem me deixando só...
A cada momento que sua luz se vai... As sombras chegam perto de mim...
Só posso pedir que não me para sempre, que volte na próxima manhã...
Meu grande e caloroso sol, minha única companhia neste dia...
Minha alma retorna, meu sol voltará...
-Fox