quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Agora que sem você estou...

Me sinto no deserto
Perdido e sozinho
Trilhando um caminho que...
A cada passo é igual
Um caminho árido e rarefeito
Seco e quente
Que possui armadilhas
Alucinações e ilusões
Um caminho que não tem você
Um caminho que não posso te trazer
Espero que como qualquer trilha...
Esta possua um fim...
E que em seu término
Você esteja lá
Com seu doce sorriso iluminado
Seu doce abraço
E que o som de sua voz diga...
Vamos juntos seguir...
         -Kurama-

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Promessas preenchidas pelo marfim...

Ao tocar da primeira tecla de piano
Meus olhos já estão brilhantes
Ao decorrer das primeiras notas
Estou com eles lacrimejando
Sua melodia tão delicada e doce
Suas notas precisas e amorosas
Sons que pedem por atenção e paixão
Não possuo vontade de deixar tal som morrer
Meu medo de ele sumir é tão desesperador
Não quero que vá!
Fique e continue tocando
Oh piano tão delicado com teclas de marfim
Oh piano de madeira tão polido e detalhado
Por favor permaneça tocando suas notas carinhosas
Seja aquele que me alegra
Que me deixa sereno e tenha paz
Pois aqueles que achei fazer tal
Já se foram a muito tempo...
             -Kurama-

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Só algo a dizer...

Meu pequeno pedido
Meu pequeno apelo
Me sinto em meio a escuridão
Me sinto sozinho...
Não sei mais onde estou
Não sei mais quem sou
Me imagino apenas sem um rosto
Abraçando tal pessoa que sonho em rever
Meu peito dói
Meus olhos parecem não enxergar
Em meio ao embaço de pequenos orvalhos
Tais quais surgem deles mesmos
O medo que se passa em meu coração me faz refletir
Será que devo continuar?
Os espelhos refletem um estranho
Com um rosto tão pálido e opaco
Expressões falsas e um vazio em seus olhos
Algo tão triste que me faz ter pena dele
Quero tanto fazer ele sorrir
Mas se nem eu mesmo consigo...
É tão estranho pensar em ti
Sem poder te ter e nunca poder...
quero mudar o que passou, mais impossível é
Pois não a voltas aos erros do passado
Somente posso pedir
O perdão que sempre dei...
Pelos erros de sempre...
 -Kurama-


As lembranças de um...

Pequeno conforto que tanto sinto saudades
Aquela sensação se sentir, de emocionar
Lembranças de quem sou
Lembranças de quem fui
Sinto que me devo entregar
Me sinto no dever de arriscar
Mas o medo de procura e me segura
Não quero, ah não quero, de você desistir
Nunca que irei permitir passar por minha mente
Perder anjo tão desigual a seus irmãos
Anjo tão lindo que caiu em meu colo
Mas que agora foge e se esconde
Pensando que mal irei causar
Mas não o faça, não o pense
Apenas estou receoso, apenas sou medroso
Mas o que mais desejo é seu sorriso
O que mais desejo é te proteger
Com um pequeno abraço quente e acolhedor
Por favor, imploro a ti pequeno anjo
A mim pode retornar? Podes confiar em meus olhos?
Nada sinto, sem ser a olhar a ti
Seus olhos me fazem chorar de expectativa
Sua boca me faz sorrir por sonhos
Seus colo me faz imaginar os confortos que irá me dar
Suas mãos me faz crer nos cuidados que irá ter ao me ajudar
Suas pernas a força que teremos de ter juntos
Seus pés os paços que terá de dar comigo ao seu lado
Os braços o tanto que terá de aguentar dos meus surtos
Mas no final nunca irá se machucar, pois algo sei
Você é o que me acalma, cada detalhe seu...
Em minha pequena mente já trincada
Me ajuda... Me concerta e me alegra
Você é o pequeno anjo que surgiu no mundo
E desde então, se tornou o meu...
Está em um pequeno universo, que é...
Meu coração...
                           -Kurama-

O que sinto...

Ao ardor de lembranças
A pequena dor de sentimentos
Deveria eu ter tanto desejo?
Tanta vontade de rever ao seus olhos?
Tão sinceros e tão implorativos
Pedindo a um abraço forte e carinhoso
Da sensação de nunca acabar
Saudades de um tempo tão curto
Saudades de dias tão simples
Que iam desde declarações
A pequenas discussões bobas
De planos e contradições
De vontades de provocações
Risadas e piadas
Sorrisos e e viradas de olhar
Suas bochechas tão rosadas pela timidez
Seus olhos querendo se encontrar aos meus
Mas desviando para não mostrar o que sentem
Sorrisos que pedem um conforto
Um conforto para uma dor escondida e camuflada
Essa dor que me da ao saber que não poderei ter isso
A dor que me atingi e me faz lembrar que cometi erros
Irreversíveis, quero te ter de volta
Quero seu sorriso quero sua voz
Quero pelo menos uma vez, sentir seus lábios
Quero ao menos tentar, lutar e me entregar
Sacrificar o que tenho agora, pelo que posso ter apenas com você
A sinceridade de sorrir e dizer...
                                                                      Eu te amo...
                                    -Kurama-

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Minha doce insônia...

Ao amanhecer ainda estou acordado
Com a mente focada em um passado
Nada se contradiz, nada sobre lamentos
Saudades caem em lembranças
Antes tão alegres
Cheias de sorrisos e conversas
Somente agora ao amanhecer percebo
Poderia mais ter feito
Engraçado, como só quando perdemos os sorrisos
Engraçado quando só vemos a partida da alegria
Que a riqueza mais valiosa é a mais delicada
Agora ao amanhecer percebo que devo
Devo me afastar, devo pensar
Vejo quanto mal prático inconscientemente
O monstro que acabei me tornando
Querendo e não querendo
Lutando pra não ser e batalhando pra me tornar
Confuso me tornei, duas caras fui...
Pelo caminho mais difícil caminhei
Pisei pelas pedras mais pontiagudas
E ainda assim pelas cicatrizes pouco aprendi
Devo tentar melhorar? Ou apenas devo continuar?
Quero minhas lembranças felizes se tornando...
Sendo novamente não somente lembranças
Mas o meu presente...
Meu coração hoje implora
Meu coração hoje chora
Mas não tenho o que fazer, pois dele me afastei
Nada mais sinto
Nada mais quero
Apenas caminho...
Pelo caminho do vale do desconhecido...
                 -Kurama-