sábado, 5 de setembro de 2015

Sombras de um futuro eminente - Curta PARTE 01

E lá estava aquele homem... Andando sozinho em meio a uma cidade deserta, ela estava devastada pela natureza, haviam gramados e árvores e meio a avenidas, destruídas e devastadas pelo tempo, ele vagava e andava, mas não maravilhado por aquela paisagem, ele mostrava que já conhecia essa imagem, como se sempre esteve ali, usava uma camisa branca comum, calça cargo, coturnos até abaixo do joelho e bem grossos, uma jaqueta de couro forrada com pelo artificial marrom, em suas costas havia um rifle de caça, ele vagava, observador, com um tom sério, triste e solitário, de repente um som em sua calça surge, era um rádio, ele pega o objeto e chama.
   - Pode falar raposa, o que aconteceu? - Pergunta ele.
   - Encontrei cara, deveria vir aqui ver, acho que esse vai dar por duas semanas se for você para tirar a pele dele - Falou o tal raposa. Então o homem respira fundo.
   - Quando vai aprender a tirar a pele? - Fala ele pacientemente
   - Acho que só aprendo quando você tiver mais tempo e paciência, está sempre fora de casa.
   - Estou indo, onde você está? Tenta não fazer nada até eu chegar, se eu ver um machucado nele que não seja do tiro, eu atiro no seu rabo, entendeu? - Fala ele agora com um tom mais brincalhão.
   -Claro, estou na velha loja de xburger que você tem medo por causa do palhaço, vou ficar aqui brincando com a pedra que tem a forma da sua cabeça lobo, relaxa.
   O homem pega sua mochila nos ombros e verifica dentro dela, a fecha e começa a andar, seus passos ficam mais apressados, mas não mais barulhentos que antes, na verdade estavam tão silenciosos que parecia estar mais deslizando do que de fato andando. Como estava com pressa ele só observava se havia vida ao seu redor ou objetos e alimentos de valor, pois se tivesse mais calma, veria como de certa forma, mesmo devastada pela natureza a cidade mostrava mais beleza do que de fato tinha quando "viva",  ele andava e pegava latas de sardinha nos mercados que via, pegava açúcar, ou qualquer coisa que tenha sobrevido e que não estivesse deplorável para se comer, ele chegava mais perto da lanchonete, e mesmo mostrando um lado corajoso e assustador para predadores naturais, mostrava apresso para entrar nela, de súbito um vulto passou pela janela, ele apronta a arma, mas não o rifle, ele pega uma pistola em uma parte secreta de seu coturno e engatilha, ele prontamente se joga na parede com cuidado para não haver ruídos, ele levanta a manga de seu braço, revelando um bracelete que chega até seus cotovelos, dele ele tira um espelho e o posiciona na parte quebrada da porta, cuidadosamente ele observa a loja do lado de fora, não vê nada, ele então se prepara para entrar, entra sorrateiramente, abrindo a porta de uma forma tão precisa que o silêncio parecia assombroso, ele rapidamente observa o ambiente e entra indo para o balcão, a área mais protetora do ambiente, ele pula em cima dela em uma precisão felina e entra debaixo dele, rapidamente pega seu espelho e vistoria se foi notado no ambiente.
  - Hahahahaha! As vezes acho que você não confia muito em mim, aqui é seguro, eu observei todo ambiente, fora que coloquei umas armadilhas, percebi que viu elas e soube se sair bem e fugir delas, hehe, parabéns Lobo.
  - A Armadilha da porta estava solta, verifique pelo menos três vezes antes de dizer que está montada - Fala Lobo, arrumando a armadilha da porta - Agora vamos andando, quero ver o estado da caça - Ambos vão em direção a cozinha do restaurante.
                                                                     - Continua -
                                                                          -Fox-

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