Olho para a janela... Pensava em esperança e compaixão
Aquelas vezes que sorria, eram normalmente para satisfações
Não minhas, mas de pessoas importantes, que não queria infelizes
Olhava para aquele mundo com desejos e vontades
Mas muitas vezes minha coragem sumia, fugia...
Queria ser algo além do que era, um herói? Amigo? Um homem?
Pois não sei... E sempre tive medo de descobrir...
Fingia ter planos e sonhos, mas fui uma casca vazia...
Não pensava em nada, não tinha nada para que quise-se
Só queria ficar deitado na grama olhar o céu, dormir e assim ser
Não pensava se teria uma casa grande, um carro lindo ou uma família sorridente
Só pensava que, quem sabe, um dia eu queira me levantar e andar...
Nunca pensei bem se o que queria fosse além da grama, do sol em meu rosto
Só olhava e observava, fingia interagir, mas não fazia nada na realidade
Todos os ganhos que diziam só terem alcançado com minha ajuda
Era na realidade somente deles, eu só observava....
Assim como agora só olho pela janela, todos meus dias eram observar...
Nada mais...
Agora finalmente só observo, sou mera lembranças... Um mero sopro...
Sopro que surge na mente das pessoas, em que elas tentam buscar no passado
Mas não podem... Não é o que quero... Pois se não, não cresceram e nem mudaram...
Sou o erro que muitas cometeram e tem medo de admitir que não queriam tê-lo cometido
Sou as frustrações abafadas em lágrimas no travesseiro ensopado...
Sou as incertezas de um futuro não claro que nem ao menos sabe-se se irá acontecer...
Sou os bloqueios de um sonho já a muito desesperançoso e ignorado...
Eu olho a janela... Uma lágrima escorre de meus olhos e de minha boca
Apenas uma frase acontece de sair...
Me desculpe pelos meus erros...
-Fox

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